libertadores

A história da Copa Libertadores da América.

Santos e Palmeiras se enfrentam sábado (30.01) no Maracanã, por mais uma final da Copa Libertadores, mais importante torneio de futebol da América do Sul, organizado pela CONMEBOL desde 1960. 

Criação da Libertadores

A maior competição da América do Sul foi se desenhando em 1948 com a Copa dos Campeões da América, idealizada pelo presidente do Colo – Colo do Chile, Luis Valenzuela, que também foi presidente da Federação de Futebol do Chile e também presidiu a CSF (Confederação Sul-Americana de Futebol, a CONMEBOL da época).

Nessa competição única, reuniram os campeões de cada país mais alguns convidados. E o Vasco da Gama sagrou-se campeão!

Vasco e River Plate 1948
Vasco e River Plate 1948
Copa Competência

Então, em 1958, o brasileiro, presidente da CSF, José Ramos de Freitas, entrou em contato com as demais federações sul-americanas e decidiram organizar como seria a competição continental, para em 1960 ser, finalmente, realizada a primeira Copa Libertadores, que teve como participante brasileiro o Bahia, que havia vencido a Taça Brasil de 1959 e teve como primeiro campeão o Peñarol do Uruguai.

A segunda edição do torneio em 1961 teve o Peñarol (do artilheiro Spencer) novamente campeão, tendo feito a final contra o Palmeiras (de Djalma Santos), primeiro finalista brasileiro.

Nome da competição

Inicialmente a Copa seria formada somente pelos campeões de cada país e seria chamada de Copa dos Campeões da América, mas nos anos seguintes aumentaram o número de participantes e alteraram o nome para Libertadores da América.

O nome homenageia os libertadores da América, ou seja, as figuras históricas que contribuíram para a libertação das nações de seus respectivos colonizadores e ajudaram na independência de cada país.

Simón Bolivar
Simón Bolivar

Entre as mais de 20 personalidades que libertaram a América estão:

Simon Bolívar – atuou na Independência de Bolívia, Venezuela, Peru, Equador e até do Panamá, na América Central;

José de San Martin – Argentina, Chile e Peru;

Antonio José de Sucre – Bolívia;

José Antônio Anzoátegui – Venezuela;

Ignacio Warnes – Bolívia;

Bernardo O’Higgins – Chile; e

D. Pedro I – Brasil.

O nome da competição ganhou outros diversos complementos conforme o patrocinador, por exemplo: Copa Toyota Libertadores, Copa Santander Libertadores, entre outros e desde 2018 Conmebol Libertadores.

Curiosidades

A Libertadores não era muito relevante para os times brasileiros, tanto financeiramente como em sentimento (os torcedores gostavam mais dos campeonatos estaduais, por exemplo).

Santos

Tanto que em 1966, 69 e 70 não tivemos representantes brasileiros. O Santos, por exemplo, em uma das recusas em participar, alegou excesso de violência na competição, porém um segundo motivo também era a preferência da equipe de Pelé e cia em excursionar pela Europa em amistosos, que eram muito mais vantajosos em termos financeiros.

A Libertadores ganhou maior importância para os clubes brasileiros somente com o bicampeonato do São Paulo em 1992 e 1993, pois ganhou maior espaço na mídia, além da classificação para o torneio mundial, claro.

Durante os anos a competição sofreu diversas alterações, uma das últimas foi a realização da final em jogo único e em campo neutro escolhido previamente.

A Libertadores de 2020, que será decidida em 2021, ficará para história, infelizmente, pelos estádios vazios por conta da pandemia, inclusive o Maracanã, palco previamente escolhido para a final em jogo único, coincidentemente, entre dois brasileiros, Santos e Palmeiras.  

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar estas HTML tags e atributos:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>