Gandula

Na miséria corintiana, a melhor jogada foi a minha.

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Confesso que não me lembro de ter corrido tanto em um jogo de futebol. Como conseguiram, 22 profissionais, jogarem a bola mais fora do que dentro de campo? Acreditei que assistiria um espetáculo, porém os atores não seguiram meu roteiro.

Esperei por esse jogo como quem espera pelo salário cair na conta, mas me decepcionei, assim como acontece, mensalmente, com meu pagamento.

Do meu lugar privilegiado, vi a miséria de Corinthians e América-MG, que só piorou com a entrada precoce de Everaldo no Timão. Esse, coitado, só sabe correr pela lateral do campo. Não que eu ache isso ruim, até porque é o que eu mais faço.

Não quero ficar só reclamando, então vamos tratar de coisas boas. O tempo estava agradável. Todos estavam com saúde (o que durante uma pandemia é algo muito bom). Mas foi só. Corinthians mais uma vez eliminado, com um pênalti pra lá de esquisito.

Acredito que cada um recebe o título que merece, alguns são cavaleiros, outras baronesas, outras simpáticas, lordes, alguns honestos, mas corinthiano carrega o título de sofredor. O que nunca foi um problema, na verdade sempre foi um orgulho.

Sofrimento é acompanhado de garra, luta, entrega, dor. Atualmente, a única entrega do Corinthians dentro de campo é da bola para seu adversário.

Não que eu me importe em buscar a bola nas laterais, nem poderia, já que me pagam para isso, o que me incomoda é que eu tenho mais pressa em colocar a bola em jogo do que o time.

Nesse meu tempo trabalhando à beira do campo, desenvolvi uma teoria: Pessoas cansam da mesma vida. E não é só jogador de futebol, já reparou no que o Padre Fábio posta nas redes sociais? Aquilo não é de Deus, não.

Jogador de futebol precisa de motivação nova o tempo todo e quando trocar de Ferrari já não funciona, é hora de trocar de time. Ou então mudar de função e descansar como um dirigente de clube.

Ficar trocando de técnico, como quem troca de camisa, não tem funcionado. O que é um tanto óbvio, como se trocássemos o motorista de um carro com os pneus furados o fizesse andar mais rápido ou melhor.

 Sorte a minha que meu emprego não depende de um plebiscito toda quarta e domingo feito pela torcida no Twitter ou de palpites infundados de conselheiros da oposição.

Eu não ligaria em devolver bolas para o Sadio Mané no Livepool, que, não querendo ser chato, por lá o Klopp demorou 4 anos para ganhar o primeiro título. O fato é que prefiro atrasar o jogo dos adversários aqui em São Paulo mesmo, então, por favor Lucas Píton, me ajude a te ajudar.  

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